Influência da sedimentação na herbivoria de macroalgas do maior complexo recifal do Atlântico Sul: Banco dos Abrolhos

Nome do Pesquisador: Fernando Zaniolo Gibran

Agência de fomento: CNPq

Vigência: nov/14 à nov/17

Resumo: Estados de dominância das comunidades biológicas podem alternar de acordo com variações ambientais. Um exemplo bem conhecido de alternância de estados é a passagem de recifes dominados por organismos construtores para dominância de algas. Na maioria das vezes, influências antrópicas constituem as causas da ocorrência desse processo. Os recifes coralíneos do extenso alargamento da plataforma continental (~45.000 km²), conhecido como Banco dos Abrolhos, constituem o maior e mais importante sistema recifal do Atlântico Sul e, há 10 anos, a equipe desta proposta (Rede Abrolhos, www.abrolhos.org) monitora a qualidade desses recifes. A partir desses dados, temos observado um aumento no recobrimento de algas (especialmente as formadoras de turfs). Processos de mudança de fases em recifes coralíneos são bem descritos no Caribe e no Indo-Pacifico, onde invertebrados (e.g. ouriços) desempenham importante papel no controle no recobrimento das algas. Observações da equipe desta proposta indicam baixa densidade de invertebrados herbívoros (i.e. ouriços) e, portanto, os peixes herbivoros das Famílias Labridae e Acanthuridae constituem os principais agentes no controle da biomassa de algas no Complexo Recifal dos Abrolhos. Sedimentação também tem sido relatada como outro importante fator preditor das comunidades bentônicas desse sistema. Recifes próximos da costa (arco recifal interno) recebem maior aporte de sedimentos de origem terrígena enquanto que aqueles mais distantes do continente (arco recifal externo), aportam sedimento carbonático originado da re-suspensão do fundo durante ocorrência frentes frias. O tipo de sedimento depositado normalmente age como impeditivo para a herbivoria por peixes. A proposta aqui apresentada pretende testar o efeito da sedimentação natural nas taxas de herbivoria por peixes em diferentes áreas (arco interno, arquipélago e arco externo) do complexo recifal do Banco dos Abrolhos a partir de experimentos in situ e amostradores em filmagens de alta resolução. Adicionalmente, pretendemos contribuir no monitoramento das comunidades bentônicas e assembléias de peixes recifais já realizada por cerca de 10 anos pela equipe da Rede Abrolhos, fortalecendo o Programa Ecológico de Logo Prazo (PELD Abrolhos). Por último, esta proposta se soma a esforços da política nacional de produção científica e formação de recursos humanos na área de Ciências do Mar. Acreditamos que a execução desta proposta, além de importantes resultados científicos, contribuirá para o manejo da primeira rede de Unidades de Conservação (UC`s) marinhas do país e, a partir do envolvimento de graduandos e pós-graduandos, contribuirá na formação de recursos humanos nas áreas de Ciências do Mar. Adicionalmente, a instituição proponente (IMar – UNIFESP) constitui um Centro emergente de Pesquisas em Ciências do Mar, criado há menos de 3 anos, e que já se destaca em pesquisa e formação de recursos humanos, especialmente pela abordagem interdisciplinar. Obs.: faço parte da equipe.

Coordenador: Prof. Dr. Guilherme H. Pereira-Filho (UNIFESP e PPG em Evolução e Diversidade da UFABC). Instituições envolvidas: UNIFESP, UFABC, JBRJ, UFRJ, UFRRJ, UFES, UFPB.

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