Caracterização da microbiota cutânea e análise da resposta imunológica em pacientes com dermatite seborreica e seus familiares

Nome do Pesquisador: Luciana Campos Paulino

Agência de fomento: Sem financiamento

Vigência: 01/2015 à 01/2018

Pesquisadores Alunos da UFABC:
Renan Cardoso Soares (aluno de doutorado Biossistemas)
Roberta Rodrigues Meira (aluna de mestrado Biossistemas)

Pesquisadores Externos:
Humberto Eduardo Cavallin Calanche (Universidad de Puerto Rico/UPR)

Resumo: A pele humana abriga diferentes micro-organismos, entre eles bactérias e fungos. Grande parte dos fungos que habitam a pele humana saudável pertencem ao gênero Malassezia, que estão também associados a doenças de pele, dentre elas a dermatite seborreica (SD). A SD é uma doença de alta prevalência mundial, caracterizada pela ocorrência de prurido e descamação, principalmente no couro cabeludo. O papel que os fungos do gênero Malassezia desempenham na SD ainda não está completamente elucidado, e provavelmente a resposta imune do hospedeiro exerce também um papel importante no processo patogênico. A microbiota bacteriana da pele saudável é bastante diversa, mas os gêneros Propionibacterium, Corynebacterium e Staphylococcus estão entre os mais frequentemente encontrados. Os processos de aquisição, transmissão e as interações entre as microbiotas fúngica e bacteriana ainda são pouco conhecidos. Este trabalho visa caracterizar as microbiotas fúngica e bacteriana da pele saudável e pacientes do SD, averiguar a transmissão de micro-organismos entre membros da mesma família e o ambiente onde residem, e analisar a resposta imunológica local e sistêmica. Para tanto, serão obtidas amostras de pele de três áreas do corpo de indivíduos saudáveis e pacientes com SD, bem como seus familiares (5 famílias de cada grupo), amostras de suas residências e de animais de estimação. As comunidades microbianas serão avaliadas por sequenciamento em larga escala utilizando-se primers universais para fungos e bactérias que amplificam respectivamente a região ITS1 e o gene 16S do operon do RNA ribossomal. A expressão relativa na pele de genes que codificam para IFN-γ, IL-1±, IL-2 e IL-8 será estudada por meio de PCR quantitativo em tempo real, e a resposta sistêmica será analisada através da quantificação dos níveis séricos das mesmas citocinas utilizando-se ELISA. O estudo da microbiota cutânea conjuntamente com a resposta imunológica local e sistêmica trará uma nova perspectiva para a compreensão do processo patogênico de doença de pele cuja etiologia ainda não foi elucidada.

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