LISTAS DE ESPÉCIES EM UNIDADES GEOPOLÍTICAS: ABORDAGEM MULTIESCALAR DE PADRÕES BIOGEOGRÁFICOS

Nome do Pesquisador: André Eterovic

Agência de fomento: Sem financiamento

Vigência: 07/2015 à 07/2019

Pesquisadores Aluno s da UFABC:
Joyce de Souza Zanirato Maia

Resumo: O conhecimento sobre os padrões de distribuição espacial das espécies é fundamental para estratégias conservacionistas. “Leis” biogeográficas como a Relação Espécies-Área (REA) e o Gradiente Latitudinal de Riqueza (GLR) podem evidenciar os fatores determinantes da alocação da biodiversidade nos níveis local, regional e global. Listas de espécies disponíveis publicamente para diversas unidades geopolíticas são bancos de dados cruciais para essa análise. Contudo, o cenário de informação ofertada não é uniforme dentre as regiões do planeta e os grupos taxonômicos, restringindo avaliações abrangentes da estrutura das comunidades bióticas. Por exemplo, listas de espécies de aves - ao serem considerad as individualmente como unidades amostrais (UAs) em escalas que variam de países a estados e cidades - são potencialmente úteis para o estudo desses padrões macroecológicos, dado o alcance dos registros no quesito espacial (por incluir quase toda a extensão de terras emersas) e taxonômico (ao envolver praticamente todas as espécies de aves conhecidas). Dados sobre mamíferos ou grupos restritos de insetos permitem ao menos um delineamento similar da distribuição de espécies com base em unidades geopolíticas mais abrangentes (países). A massa crescente de registros georreferenciados (aqui, considerados individualmente como sendo uma observação particular de um espécime pertencente a uma dada espécie e associada a um par de coordenadas geográficas) poderia aumentar a acurácia de estudos envolvendo os padrões biogeográficos citados, mas tais registros são rel ativamente mais custosos e limitados a poucos táxons e áreas amostradas. Mapas de distribuição gerados por modelos baseados nesses registros georreferenciados são ainda mais restritos quanto aos grupos taxonômicos e regiões para os quais há disponibilidade de dados. Modelos nulos baseados na estrutura de comunidades virtuais seriam passíveis de adoção como um referencial para a avaliação dos padrões detectados por intermédio tanto das listas publicadas quanto dos dados georreferenciados. O presente projeto visa explorar o potencial de bancos de dados baseados em listas de espécies para unidades geopolíticas na descrição de padrões biogeográficos amplamente estudados (primariamente, REA e GLR), comparando-se (i) escalas amostrais (países, estados e cidades), (ii) táxons distintos (primariamente, aves, mamíferos e Tipuloidea) e a (iii) natureza dos dados (listas de espécies vs. dados georreferenciados vs. modelos nulos). A metodologia envolverá a reunião de listas de espécies de cada grupo taxonômico e a compilação de dados georreferenciados para as unidades geopolíticas disponíveis na rede, além da simulação (modelo) da estrutura de sua biota com base em parâmetros descritores dos dados empíricos (e.g. número total de espécies, média e variância no número de espécies por UA). O cômputo da riqueza (número de espécies), do tamanho (área) e de um indicador da situação latitudinal (coordenada do centroide ou da capital) de cada UA (cada uma das unidades geopolíticas investigadas) permitirá que tais variáveis sejam empregadas em análises de regressão linear (simples e múltipla) na exploração da REA e do GLR. Comparações pertinentes (e.g. interescal a ou intertaxa) entre as curvas resultantes serão feitas por análise de covariância.

Entre em contato

Bloco L - 3° andar

Avenida dos Estados, n° 5001

Sta. Terezinha - Sto. André - SP

CEP: 09210-580

Email: propes@ufabc.edu.br

 

Telefones

Gabinete: 3356-7614

Administrativo: 3356-7620/7618

IC: 3356-7617/7619

CAP: 3356-7620/7616/7615

Propes-SBC: 2320-6150/6151

CEM-SA: 4996-0028

CEM-SBC: 2320-6176

Biotérios: 3356-7511