Macro-herbívoros-chave: qual a importância dos peixes das famílias Labridae e Acanthuridae (Actinopterygii) na dinâmica e resiliência do sistema recifal dos Abrolhos?

Nome do Pesquisador: Fernando Zaniolo Gibran

Agência de fomento: FAPESP

Vigência: 07/2015 à 12/2017

Pesquisadores Docentes da UFABC:
Prof. Dr. Gustavo Muniz Dias

Pesquisadores Alunos da UFABC:
Adriana Hiromi Yukimitsu (PPG Evolução e Diversidade: Mestrado)
Bruno Sant`Anna Fanticelle (PPG Evolução e Diversidade: Mestrado)

Pesquisadores Externos:
Prof. Dr. Guilherme Henrique Pereira-Filho (UNIFESP)
Prof. Dr. Rodrigo Leão de Moura (UFRJ)
Prof. Dr. Fabiano Lopes Thompson (UFRJ)
Prof. Dr. Ronaldo Bastos Francini-Filho (UFPB)

Outros Colaboradores:
Profa. Dra. Estela Maria Plastino (USP)
Dra. Roberta Martini Bonaldo (USP)

Resumo: O Banco dos Abrolhos, extensão da plataforma continental localizada entre o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia, é classificado como "Área de Extrema Importância Biológica" pelo Ministério do Meio Ambiente. Este alargamento da plataforma continental, cuja área equivale ao território da Dinamarca, abriga alguns dos mais importantes ecossistemas marinhos do Atlântico Sul, de maior riqueza de espécies de corais e peixes, além do maior banco de rodolitos já registrado no mundo. Os peixes herbívoros das famílias Acanthuridae (cirurgiões) e Labridae (budiões) são reconhecidos dentre os Grupos Funcionais Críticos nos ambientes recifais por atuarem diretamente na redução da proliferação das macroalgas. A atividade de forrageio desses peixes faz com que a densidade e abundância de organismos de crescimento rápido, como macroalgas, se mantenham abaixo da capacidade de suporte do ambiente, permitindo que os organismos construtores de recifes, como algas calcárias e corais escleractíneos, de crescimento lento, se desenvolvam, sendo fundamental para a resiliência e saúde dos recifes de corais. Na ausência ou escassez desses herbívoros moderadores os organismos construtores levam desvantagem nessa competição e o ambiente recifal pode sofrer a chamada "mudança de fase", agravada também por estressores físico-químicos e doenças causadas por fungos e/ou micro-organismos, no qual recifes anteriormente dominados por corais passam então a ser dominados por macroalgas, alterando assim toda a composição e estrutura de suas comunidades. Esta proposta tem como objetivo avaliar a importância dos peixes herbívoros-chave mais comuns das famílias Acanthuridae e Labridae (tribo Scarini) na dinâmica e resiliência do sistema recifal dos Abrolhos por meio de uma abordagem integrativa, considerando: a ecologia e performance alimentar de suas principais espécies; comparações das morfologias/osteologias bucais e dentições, em uma abordagem ecomorfológica inédita no Brasil; cultivo e identificação das algas presentes nas fezes do budião-azul escavador Scarus trispinosus (peixe herbívoro mais icônico da região); comparações físico-químicas dos tubos digestórios e análise das respectivas microbiotas simbiontes (também inédita), além de experimentações in situ sobre o efeito do sedimento na atividade de forrageio desses macro-herbívoros.

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