ARCABOUÇOS BIORREABSORVÍVEIS PARA ENGENHARIA TECIDUAL DE ENXERTOS VASCULARES

Nome do Pesquisador: Sônia Maria Malmonge

Agência de fomento: CNPq

Vigência: 07/2017 à 06/2019

Resumo: Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares estão dentre as maiores causas de morbidade e mortalidade da sociedade moderna, chegando a atingir o patamar de aproximadamente 30% dos óbitos registrados no mundo. No Brasil, as doenças cardiovasculares representam as principais causas de morte, tendo sido responsáveis por 20% de todas as mortes em indivíduos acima de 30 anos em 2011. Em 2009 as doenças cardiovasculares representavam quase o dobro de impacto em relação à mortalidade geral, comparadas às neoplasias e a terceira maior causa de hospitalizações no Sistema Único de Saúde (SUS), correspondendo a um total de R$1,9 bilhões ou 19% do custo total com hospitalizações. Doenças que afetam os vasos sanguineos, tais como a arteriosclerose normalmente evoluem até a obstrução do vaso e isquemia do tecido. Em situações clínicas deste tipo, faz se necessário a substituição ou regeneração do vaso para restabelecer a macrocirculação ou em casos de regeneração tecidual, é fundamental a angiogenese. A engenharia tecidual aplicada à regeneração vascular vem proporcionando resultados significativos devido aos avanços da micro/nanotecnologia e engenharia de células tronco. O Sistema circulatório é composto por 3 tipos de vasos sanguineos: artérias, veias e capilares. Todos possuem estrutura formada por 3 camadas, sendo cada uma delas composta por tipos distintos de células e composição. Simplificadamente descrevendo, a camada interna é recoberta por tecido endotelial, a intermediária constituída de tecido muscular liso alternando com placas de elastina e a camada externa composta por fibras de colágeno. No caso de lesões ou processos degenerativos de vasos sanguíneos, as cirurgias para enxerto de vasos empregando autoenxertos constituem o procedimento padrão para o caso de vasos de pequeno diâmetro (< 6 mm). No caso das artérias coronárias a faixa típica de diâmetro é 3 – 4 mm e estas, quando acometidas por arteriosclerose ou aneurisma é de difícil enxerto devido a disponibilidade limitada de vasos sintéticos e de origem biológica de pequenos diâmetros. Assim, a engenharia tecidual representa alternativa para regeneração do tecido e restauração de sua função. Além da não trombogenicidade, dentre as propriedades determinantes do desempenho de um arcabouço destacam-se o comportamento mecânico, bem como a porosidade/permeabilidade da estrutura. Assim sendo, este projeto visa o desenvolvimento de biomateriais e arcabouços poliméricos para uso em engenharia tecidual de enxertos vasculares, isto é, para uso em medicina regenerativa de lesões ou processos degenerativos de vasos sanguíneos.

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