Nome do Pesquisador: Giorgio Venturi (Universidade Estadual de Campinas)

Agência de fomento: CNPq

Vigência: 01/2019 à 12/2020

Pesquisadores Docentes da UFABC:
Mattia Petrolo

Pesquisadores Externos:
David Gilbert (University of British Columbia)

Resumo: Este projeto tem como objetivo o esclarecimento da noção de não-normalidade na lógica modal. Este tema é abordado de uma perspectiva ambos semântica e sintática. Por um lado será indagado sobre a possibilidade de oferecer uma definição de não-normalidade que permita um tratamento uniforme de resultados de completude e correção. Por outro lado será indagado sobre as peculiaridades que os sistemas de provas tipo cálculos de sequentes ou tableaux oferecem no caso de sistema modais não-normais.

Nome do Pesquisador: Giorgio Venturi (Universidade Estadual de Campinas)

Agência de fomento: FAPESP

Vigência: 01/2018 à 12/2021

Pesquisadores Docentes da UFABC:
Mattia Petrolo

Pesquisadores Externos:
Marco Ruffino (Unicamp), Rodrigo Freire (UnB), Hugo Luiz Mariano (USP)

Resumo: Este projeto propõe investigar a noção de objeto arbitrário recorrendo as metodologias históricas, filosóficas e lógicas. A perspectiva principal para essa analise consiste naquela da teoria de conjuntos. O projeto é dividido em três seções complementares. Primeiramente, o projeto propõe uma reconstrução geral da teorização dos objetos arbitrários, ressaltando a função de conceitos e extensões na formalização da teoria de conjuntos. Na segunda seção, de um ponto de vista mais filosófico, planeja-se confrontar o conceito de conjunto arbitrário com a noção de conjunto baseada na concepção iterativa de Gödel e no principio de limitação de tamanho de Cantor. Além disso, com uma perspectiva mais intensional sobre a teoria de conjuntos, planeja-se estudar se a noção de objeto arbitrário ou de referencia arbitraria pode clarificar os problemas ontológicos e semânticos de um processo de abstração à la Frege. Na terceira seção, planeja-se analisar de um ponto de vista formal a noção de arbitrariedade através daquela de genericidade, que é a base da técnica de forcing. O projeto propõe axiomatizar o conceito de genericidade em um contexto abstrato. Além disso, planeja-se aplicar a lógica modal para axiomatizar as sentenças invariantes sob forcing. Por fim, o projeto propõe utilizar o método de forcing para intender o caracter relativo ou absoluto da noção de genericidade.

Nome do Pesquisador: MARCIA HELENA ALVIM

Agência de fomento: Sem financiamento

Vigência: 02/2017 à 12/2021

Pesquisadores Alunos da UFABC:
Jonas Moreira Silva
Adriana Gallis

Pesquisadores Externos:
Sonia Brzozowiski

Resumo: Esta pesquisa, de caráter interdisciplinar, intenta analisar relatos europeus sobre os saberes dos indígenas tupinambás acerca dos astros, descritos em crônicas de viagens francesas e portuguesas dos séculos XVI e XVII. Dentre elas, destacamos as obras de Jean de Léry, Claude D´Abbeville, Gabriel Soares de Souza, Fernão Cardim e Pero de Magalhães Gandavo. Nosso objetivo principal constitui-se na compreensão de como estes conhecimentos foram descritos nas fontes documentais, relacionando-os ao processo de obtenção de informações sobre o Novo Mundo mediante a necessidade de consolidação da colonização portuguesa em terras brasileiras, e na inserção desta discussão histórica sobre o conhecimento na Educação Básica brasileira, especialmente na Educação Científica. As fontes documentais selecionadas serão analisadas através da perspectiva da História Cultural das Ciências, buscando as relações entre suas narrativas e as representações político-religiosas e epistemológicas, envolvidas na colonização do Brasil. Outra perspectiva de diálogo teórico refere-se a abordagem da História Atlântica e ao conceito de zonas de contato interculturais, utilizado por Kapil Raj, que valorizam a proposta de circulação do conhecimento e saberes através das interações entre diferentes culturas e suas práticas de consolidação e apropriação político-cultural diante de epistemologias diversas. Após esta análise de cunho histórico iremos propor uma discussão teórica sobre a inserção desta temática na Educação Básica brasileira, com ênfase na Educação Científica. Deste modo, o referido projeto se constitui a partir de duas propostas, sendo uma caracterizada pela pesquisa histórica e um segundo objeto que propõe a articulação entre os relatos históricos pesquisados e sua inserção no ensino, através das reflexões da História das Ciências. Buscando substanciar a associação interdisciplinar entre a pesquisa histórica e a educação científica, iremos nos embasar em perspectivas teóricas que discutem a ruptura com o eurocentrismo historiográfico, através da adesão a proposta conceitual das Epistemologias do Sul de Boaventura de Sousa Santos.

Nome do Pesquisador: José Sergio Leite Lopes (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Agência de fomento: CAPES

Vigência: 11/2016 à 11/2019

Pesquisadores Docentes da UFABC:
Sidney Jard da Silva (PCHS)
Marilda Aparecida de Menezes (PCHS)
Maria Gabriela Marinho (PCHS)

Pesquisadores Alunos da UFABC:
Karen Christina Dias da Fonseca Cilla (PCHS)
Eliane Mezza (PCHS)

Pesquisadores Externos:
Roberto Véras de Oliveira (UFPB)
Beatriz Maria Alasia de Heredia (UFRJ)
Murilo Leal Pereira Neto (Unifesp)

Resumo: Este projeto tem por objetivo fazer a análise comparativa sistemática de movimentos significativos de operários e trabalhadores rurais. Situados em dois pontos geográficos distantes no interior do país, os metalúrgicos da Grande São Paulo e os canavieiros de Pernambuco e estados vizinhos foram protagonistas de ciclos de greves, na virada dos anos 70 para 80 do século passado, de grande importância para o movimento mais geral de democratização e de conquista de liberdades e direitos pelos trabalhadores. O espaço a ser ocupado por uma análise comparativa sistemática dos movimentos de operários industriais e de trabalhadores rurais tem permanecido um espaço praticamente vazio nas ciências sociais brasileiras. A especialização profissional dos estudiosos do trabalho industrial, por um lado, e dos estudiosos do campesinato e dos trabalhadores rurais, por outro, tem sido um obstáculo de difícil superação, que abarca antropólogos, sociólogos e historiadores. Estimulados pela chamada à interregionalidade e à interdisciplinaridade que é feita neste edital, animamo-nos a articular uma equipe habilitada a levar adiante este desafio. Este projeto visa, assim, contribuir no entendimento das diferenças (e eventuais similaridades) entre operários industriais, aqui representados pelos metalúrgicos, e entre trabalhadores rurais, aqui representados pelos canavieiros, quando se tem acesso à construção de uma história comparada entre esses dois setores básicos das classes trabalhadoras brasileiras.

Nome do Pesquisador: Elisabete Marcon Mello

Agência de fomento: Sem financiamento

Vigência: 05/2018 à 04/2020

Resumo: Esse projeto pretende investigar se o fato do aluno cego ter a possibilidade de construir seus próprios registros de representação geométrica o ajudaria a analisar, compreender e resolver problemas geométricos. Para esse fim, utilizaremos a Prancheta de Desenho em Relevo Positiva, que é um material que permite criar desenhos com pontos em relevo de forma contínua, sem ter que pressionar ponto a ponto. Para atingir nosso objetivo geral, delineamos alguns objetivos específicos: • Verificar se o aluno cego reconhece objetos geométricos representados em relevo no papel, antes de começar a fazer seus próprios desenhos; • Investigar a relação entre a descrição oral do desenho que o aluno cego pretende fazer e o que realmente fez no papel, observando se ele reconhece seu próprio desenho. De acordo com Duval (2009), a particularidade da aprendizagem das matemáticas considera que as atividades cognitivas de conceitualização, raciocínio, resolução de problemas e compreensão de textos, requerem a utilização de sistemas de expressão e de representação além da linguagem natural ou das imagens; requerem sistemas variados de escritas para números, notações simbólicas para os objetos, escrituras algébricas e lógicas que contenham o estatuto de línguas paralelas à linguagem natural para exprimir as relações e as operações, figuras geométricas, representações em perspectiva, gráficos, etc. Para o autor as representações não são somente necessárias para fins de comunicação, elas são igualmente essenciais à atividade cognitiva do pensamento. Ressalta que o funcionamento cognitivo do pensamento humano se revela inseparável da existência de uma diversidade de registros semióticos de representação. Se, como afirma Duval (1999), a única maneira de se ter acesso aos objetos matemáticos é por meio de representações semióticas, e essas representações são imprescindíveis para o funcionamento cognitivo, é necessário assegurar esse acesso aos alunos cegos para que seu aprendizado não seja prejudicado. Nossa investigação busca compreender como alunos cegos interagem com os registros de representação geométrica e como essa interação interfere em seu aprendizado, para isso pretendemos trabalhar com alunos cegos, do ensino fundamental e médio, que frequentam salas de aula comuns. Os dados poderão ser coletados por meio de atividades a serem aplicadas a esses alunos em seu ambiente escolar e por meio de conversas com seus professores. Nessas condições, de acordo com as características descritas por Creswell (2010), nossa pesquisa é qualitativa. Para o autor, nesse tipo de pesquisa os pesquisadores fazem uma interpretação do que enxergam, ouvem e entendem. Suas interpretações não podem ser separadas de suas origens, história, contextos e entendimentos anteriores. Os pesquisadores qualitativos tentam desenvolver um quadro complexo do problema ou questão que está sendo estudado, envolvendo o relato de múltiplas perspectivas, a identificação dos muitos fatores envolvidos em uma situação e, em geral, o esboço do quadro mais amplo que emerge. De acordo com Bogdan E Biklen (1982), os indivíduos que fazem investigação qualitativa privilegiam, essencialmente, a compreensão dos comportamentos a partir da perspectiva dos sujeitos da investigação e, normalmente, recolhem os dados em função de um contato aprofundado com os indivíduos, nos seus contextos ecológicos naturais. Por meio das atividades, verificaremos a possibilidade do aluno cego criar registros de representação com o uso da Prancheta e analisaremos quais as contribuições desse tipo de tarefa para o desenvolvimento cognitivo desse aluno. As primeiras atividades deverão ter como finalidade a interação do aluno com a prancheta de desenho em relevo, que será seu material de trabalho.

Entre em contato

Bloco L - 3° andar

Avenida dos Estados, n° 5001

Sta. Terezinha - Sto. André - SP

CEP: 09210-580

Email: propes@ufabc.edu.br

 

Telefones

Gabinete: 3356-7614

Administrativo: 3356-7620/7618

IC: 3356-7617

CAP: 3356-7615/7616

Propes-SBC: 2320-6150/6151

CEM-SA: 4996-0028

CEM-SBC: 2320-6176

Biotérios: 3356-7511