Atividades investigativas no Ensino de Ciências nos Anos iniciais: desafios e possibilidades na formação do professor

Nome do Pesquisador: Fernanda Franzolin

Agência de fomento: Sem financiamento

Vigência: ago/13 à ago/17

Resumo: Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997), é importante que o ensino não seja puramente livresco e sim favoreça a interação direta do aluno com o mundo, seus fenômenos naturais e tecnológicos. Para tanto, este documento defende a utilização de diferentes métodos durante as atividades de ensino: observações, experimentações, jogos, uso de diferentes fontes, entre outros. Não só este documento, mas vários pesquisadores defendem a utilização de tais práticas pedagógicas (ex: CAETANO, 2007, BIZZO, 2007, BYBEE, 2000). Inclusive, atualmente, a presença de algumas delas vêm sendo consideradas como critério de avaliação dos livros avaliados pelo Plano Nacional do Livro Didático como a presença de atividades investigativas. A utilização de experimentos, por exemplo, é um de atividade muito citada como importante pela literatura. Segundo Bizzo (2007), eles podem levar o aluno a verificar se aquilo que pensam sobre um determinado fenômeno realmente ocorre, constatando se suas concepções são confirmadas pelos experimentos. Dessa forma, eles podem se caracterizar como atividades investigativas. Bybee (2000) aponta a investigação no ensino de Ciências como importante, pois possibilita: 1) o aprendizado de conteúdos científicos; 2) a compreensão do processo de construção de conhecimento científico; e 3) o desenvolvimento de habilidades investigativas. O ensino de Ciências nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, não deve apenas se preocupar com o promoção de conteúdos conceituais. Trabalhar com conteúdos procedimentais também é importate para que os alunos desenvolvam a autonomia na busca de informações. Ademais, permitir que o aluno compreenda como ocorre a construção dos saberes científicos é necessário para sua alfabetização científica (CACHAPUZ, 2005). Para tanto, atividades investigativas são importantes de serem fomentadas nas escolas. Pesquisa realizada (TOSCANO; FRANZOLIN, 2013), mostra que os professores desse nível de ensino já procuram diversificar suas práticas, porém, indícios apontam para uma timida intensidade de aplicação. Fornecer subsídios para que esses profissionais reconheçam a importância de diversificar suas estratégias de ensino e se sintam seguros em implementá-las é de grande relevância para a promoção do Ensino de Ciências em nossas escolas. Dessa forma, o presente projeto, vinculado com o projeto de extenção Oficina Pedagógica: Ensinando Ciências com atividades investigativas, tem por objetivo investigar os conhecimentos dos professores a respeito das atividades investigativas, a frequência que a realizam em sala de aula, o grau de autonomia que dão aos alunos durante as atividades, as dificuldades cotidianas que influenciam em sua aplicação, as possíveis soluções apontadas pelos professores para esses desafios, a evolução das concepções e da prática dos professores diante da sua participação na oficina, a conscientização da possibilidade do uso do livro didático como um potencial recurso de ideias de atividades invetigativas.

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